Neste post, não pretendo falar como se deve fazer Arquitetura da informação (A.I), e sim colocar em discussão a forma como o mercado tem visto a execução desse trabalho e expor meu ponto de vista sobre isso. Em um próximo post, pretendo abordar a minha forma de se trabalhar com A.I.

Durante minhas experiências fazendo ou convivendo com A.I em projetos, me deparei com três tipos de profissionais:

1- Os que não sabem realmente o que é A.I, mas dizem que fazem;

No primeiro tipo, se encontram as pessoas que não tem nem ideia do que é A.I, fazem um desenho no Power Point de acordo com o que ele próprio, com sua visão “umbigocentrista” acha que é melhor. Geralmente são egoístas, pois nem perguntam ao “público alvo” (who?) o que eles precisam, fazem um desenho totalmente desproporcional e sem usabilidade.

2- Os acham que sabem, mas não sabem fazer;

No segundo tipo, estão os profissionais, aqueles que dominam o Axure (ferramenta pra se desenvolver wireframes de A.I), falam com autoridade,  produzem toda aquela documentação: Casos de uso, regras de negócio, análise heurística… Tudo bem bonitinho… Mas pecam em duas coisas essênciais: ENTENDER o Público Alvo e a Idéia do Projeto. Pois não adianta saber quem vai usar o site e pra que ele vai servir, se você não se colocar no lugar do usuário e entender o porquê ele está utilizando tal serviço.

3- Os que não sabem no início, pesquisam e fazem certo no final.

Começo então a descrever o terceiro grupo, que na minha opinião se aproxima mais do que realmente é o ideal: Estudar o público-alvo não é apenas obter a segmentação do usuário, ou seja, você deve compreender, de fato, qual é a motivação de quem está acessando o site, porque ele esta lá, porque permanece. Qual é o fator fun (diversão) que vai conquistá-lo?
Se estiver fazendo um projeto próprio, provavelmente você já sabe exatamente o como o mesmo vai funcionar, porém caso esteja trabalhando em uma agência ou pra algum cliente, é importantíssimo que se dedique muitas horas em reuniões e definição do escopo.

O escopo deve constar TUDO que o projeto irá contemplar, por isso certifique-se de que não esteja faltando nada. Uma vez fechado, este documento não deve ser alterado, e, caso seja necessária alguma alteração, ou adição de algum item, deve-se fazer em um documento separado e executar o que foi adicionado após a execução do conteúdo do escopo, pra que se possa ter um cronograma preciso e pleno controle do que está sendo realizado.

Seguindo uma ordem de trabalho teriamos então:

A- Publico alvo: Quem é e qual a motivação;
B- Definição do Escopo: Tudo o que vai contemplar o projeto;
C- Sketch: Rascunhos, ideia visual de como o projeto vai ficar;
D- Wireframe: Esqueleto do site, deve respeitar medidas e de preferência ter navegação, NÃO DEVE POSSUIR LAYOUT pois a ideia é testar a usabilidade/navegação!
E- Layout e Programação: Cabe a A.I nessa fase fornecer a documentação necessária as partes pra se desenvolver.

Fico por aqui, nesse primeiro post sobre A.I quis apenas expor meu ponto de vista sobre o assunto. Em meu proximo post irei resumir de forma bem simples como se faz, quais as ferramentas utilizadas, conceitos e documentações necessárias.

Até mais!

Marcos Araújo
@markzl