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Opinião sobre o livro “A hora da geração digital”

Olá amigos como vão?

Há alguns meses recebi uma indicação de livro pelo Luciano Palma (Lpalma). Um livro chamado “A hora da geração digital” escrito pelo Don Tapscott um escritor, pesquisador, palestrante, e consultor especializado em estratégia corporativa e transformação organizacional que tambem é uma referência em assuntos no mundo digital, ele tambem é autor do livro Macrowikinomics.

Livro - A hora da geração internet

O livro foi baseado em pesquisas de comportamento focadas no público da geração Y, que segundo o livro são as pessoas nascidas desde o fim dos anos 70 até o início dos anos 90. No conteúdo do livro, Don Tapscott faz diversos comentários sobre os resultados das pesquisas, ilustrando e descrevendo como essa geração, tambem conhecida como a “geração internet” agora adulta, tem mudado o mundo e as grandes corporações, com uma forma inovadora de pensar, quebrando paradigmas e preceitos tradicionais nas empresas.

Os principais pontos apontados por Don Tapscott em seu livro são referentes a facilidade que essa geração tem em ser multitarefa, como ouvir música, trabalhar, ver TV e falar ao celular ao mesmo tempo. Tambem é fácil constatar que os hábitos como acordar cedo, bater cartão e ter horários fíxos já não fazem parte do cotidiano dessa geração. Em empresas com chefes dessa geração, o ambiente de trabalho tambem oferece muitas alternativas de lazer, pra que os funcionários possam se sentir motivados e sempre com a cabeça fresca pra produzir mais e melhor.

Ponto fraco

Como ponto fraco do livro, algo que me deixou particularmente incomodado, foi o fato de eu sentir que o livro não foi escrito pra mim, alias, não foi escrito pra que É da geração Y.
Don Tapscott, em toda a narrativa do livro sempre se refere a geração Y como um tipo diferente de pessoa, inclusive falando se refefindo aos baby boomers(geração dele) como “nós”(O leitor e ele). Tambem, na maioria dos casos ele acaba citando exemplos “óbvios” de comportamento da geração Y, claro que são pra quem é dessa geração, eu não preciso que ele descreva algo que já natural pra mim.

Conclusão

Apesar de não achar que o livro serve pra mim, ou pra qualquer integrante típico da geração Y, o livro descreve perfeitamente o comportamento desta, assim como a influencia que o mundo e as empresas tem sofrido com o ingresso dessas pessoas agora adultas e com cargos de relevância no mercado de trabalho. Acredito que se você tem mais de 40 anos tenha a OBRIGAÇÃO de ler esse livro, caso queira compreender toda essa mudança que tem acontecido e possa se se situar melhor nesse cenário.

Um grande abraço!

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@markzl

A importância da Missão, Visão e Valores em empresas de TI e Web

Olá pessoal,

Apesar de estar há algum tempo sem postar, o blog não está abandonado. Estou preparando uma grande novidade pra quem gosta de ler opiniões sobre o mundo digital. Em breve irei divulgar a  vocês!

Missão visão valores

No post de hoje, tentarei explicar um pouco a importância da existência da missão, visão e valores de uma empresa de TI.

Apesar de parecer (pra algumas pessoas) algo ultrapassado, burocrático ou mesmo chato, são esses itens que definem a “personalidade” que a empresa irá adotar.

Para ilustar o que estou dizendo, gostaria que pensassem sobre o conceito que vocês têm de algumas empresas como:

Google Apple Microsoft

Apple, Google, Microsoft

Geralmente ao pensar na Apple, imaginamos muita inovação e tecnologia, além de muita criatividade. Passando aos seus clientes ou não, a impressão de estarem com o melhor produto disponível no mercado.

Quando imaginamos o Google, temos a impressão que eles tem o controle de toda a informação existente no mundo, além de disponibilizar de forma gratuita ferramentas online pra nos ajudar com a organização pessoal.

Enfim, a visão que temos da Microsoft é que ela sempre nos vende produtos eficientes (ou deveriam ser…), complexos e úteis pra trabalharmos com eficiência em nosso ambiente profissional e pessoal, sobre uma plataforma (Windows) totalmente compatível e  com uma ótima relação Hardware x Software.

Agora dêem uma olhada nas missões das respectivas empresas:

Apple:

“Criar os melhores computadores pessoais do planeta. – Mudar o mundo para melhor. – Unir tecnologia e criatividade.”

Google:

“A missão do Google é organizar as informações do mundo todo e torná-las acessíveis e úteis em caráter universal.”

Microsoft:

“Na Microsoft, a nossa função é ajudar as pessoas e empresas em todo o mundo a concretizarem todo o seu potencial. Esta é a nossa missão. Tudo o que fazemos reflecte-se nesta missão e nos valores que a tornam possível.”

Perceberam como a missão das empresas citadas tem algo a ver com a imagem que temos dela? Claro, isso depende da credibilidade da empresa, ou você acredita que o Guaraná Dolly realmente é “Uma empresa com a missão de oferecer o melhor” como ela mesmo publica?

Definições:

Muita gente confunde missão com visão, e esta com valores. Por isso acho importante definirmos o que é exatamente cada um:

Missão deve ser POSSÍVEL

Missão deve ser POSSÍVEL

Missão:

O que é:

È o que a empresa pratica hoje, é realmente as atividades atuais da empresa.

Formato:

O que faz / através de / pra quem ou porque

Exemplo:

“Oferecer aos usuários e visitantes uma ferramenta prática de compartilhamento de assuntos de conteúdo multimídia, através de interesses em comum, de forma organizada e democrática, protegendo a privacidade e a confidencialidade da informação”


Visão

Visão: Subir, crescimento!

Visão:

O que é:

Objetivo da empresa no futuro, direções,ambições e perspectivas.

Exemplo:

“Ser referência mundial em inovação e organização de conteúdo, agregando conhecimento e bem estar à sociedade”


.



valores

Varios valores

Valores:

O que são:

Qualidades prezadas pela empresa, valores que ela defende. Etc.

Exemplo:

“Utilidade, privacidade, diversão, dedicação, confiabilidade, coragem e inovação”





Uma empresa com missão, visão e valores bem definidos, sabe pra onde crescer e como crescer, tem bem explícitas as ambições e seus funcionários tem ciência do que a empresa almeja.

Pessoas externas a empresa, conseguem situa-la no mercado e ter um resumo dos objetivos da mesma.

Se estiver criando uma startup, pense bem no que disse acima, tenho certeza que ajudará bastante nesse início.

Quem tiver curiosidade, pode procurar na internet as missão de grandes empresas, inclusive da sua favorita.

Apresentação:

Disponibilizei uma pequena apresentação sobre o tema em meu slideshare: http://www.slideshare.net/MarcosAraujo1/misso-viso-e-valores-6657407

Fontes:

http://www.merkatus.com.br/10_boletim/77.htm

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/visao-missao-e-valores-da-empresa/13637/

http://www.strategia.com.br/Estrategia/estrategia_corpo_capitulos_missao.htm

A pergunta que fica é:

Você sabe a missão, visão e valores da empresa onde trabalha?

[]s

Marcos Araújo
@markzl

Crescimento dos APPs e o fim(?) das WebPages

Webrip Não, não estamos falando do fim da internet como declarado pelo Prince (http://www.ndig.com.br/item/882), e sim de como as pessoas vem mudando a forma de acessar seus sites favoritos.

Em agosto desse ano, a revista Wired publicou uma matéria com o título: “The Web Is Dead. Long Live the Internet”(A Web está morta. Vida longa à Internet”) ilustrando como outros meios de uso da internet estão substituindo as páginas web.

Gráfico da revista Wired

Como profissionais ou curiosos sobre tecnologia estamos atentos a essas mudanças e já notamos que essa tendência só deve aumentar. Quantas vezes você já abriu o site do Foursquare? E o site do Twitter (incluindo mobile)?. No primeiro caso você necessita de um aparelho móvel compatível com GPS,  já descartando seu uso via webpage, no segundo caso, basta olharmos nossa timeline e conferir que aplicativos como Tweetdeck, Echofon e posts via APIs já são parte dominante dos tweets citados.

Por mais que existam novidades nas tecnologias utilizadas em páginas web como o HTML5 ou tentem criar browsers sociais como o Flock ou o Rockmelt, as limitações técnicas são fator determinante na escolha do usuário. Um APP instalado fornece inúmeras possibilidades inviáveis de se produzir utilizando-se páginas web.

Mobile APPs

Com a popularização dos smartphones e a evolução de seus respectivos sistemas operacionais (Android, Windows Mobile…etc), os APPs ganharam grande importância representando muitas vezes, mais da metade dos acessos as principais redes sociais como Facebook e Twitter. Estes APPs são desenvolvidos não só pela empresa dona da rede, mas também por desenvolvedores independentes utilizando-se da API fornecida. Inclusive há empresas especializada em APPs, e o mercado de trabalho pra quem produz esse tipo de conteúdo está super aquecido, vide as contratações de programadores para Android, que cresceram mais de 700% em 2010.

Conclusão

Em meu notebook, possuo o APP do Tweetdeck e em meu smarthphone já perdi até as contas: Gravity, Twittix, SnapTu, Facebook, Orkut, etc. Já cogitei muitas vezes comprar alguns deles (existem Apps Free, Freemium e pagos) pois acredito que boa parte dos principais sites serão acessados por APPs, porém ainda não vejo o fim das páginas web tão cedo.

Infográficos

Em minhas pesquisas, encontrei dois infográficos interessantes que ilustram o crescimento do uso de APPs e gostaria de compartilhar com vocês:

Um grande abraço a todos, e me encontrem no twitter! @markzl

Marcos Araújo

Inovação Digital – Assunto do momento

Frequentemente em eventos, cursos ou palestras. Um dos temas mais abordados é Inovação Digital. Mas por que este assunto está sendo tão debatido? O que é exatamente Inovação Digital?

A internet, como conhecemos, está em constante evolução: o que antes era apenas uma rede de páginas web estáticas e navegáveis (conhecida como a web 1.0)  se transformou em um universo multimídia, artístico, colaborativo e principalmente, monetizável (web 2.0). Com o aumento de usuários na internet, a evolução da tecnologia e da velocidade do acesso, muitos desenvolvedores, empresas e agencias digitais têm quebrado a cabeça inventando estratégias e idéias tentando envolver as pessoas, investindo em novas tecnologias e interatividade.

Como exemplos comuns de inovação digital, podemos citar o atendimento online (comentado em post anterior) visando desde suporte ao usuário até um canal direto de comunicação com o cliente, as ações promocionais que incentivam os usuários a divulgar a marca em troca de prêmios, monitoramento da marca em redes sociais através de ferramentas de análise de sentimentos, ações de marketing integradas com midias sociais, mashups de tecnologias existentes como Geolocalização sendo cruzado com base de dados, entre outros.

Ijustmadelove Mashup com google mapsMashup com Google Maps, o IJustMadeLove.com permite que os usuários
registrem onde tiveram relações sexuais

É importante lembrar que ações de inovação digital devem ser planejadas por profissionais que estejam sempre antenados nas novidades da internet, que conheçam bem a reação do público alvo atingido alem de saber como mensurar os resultados e corrigir a tempo. Caso contrário a ação de inovação digital terá um efeito contrário, podendo até destruir a marca.

E você? Conhece cases de sucesso ou fracasso em inovação digital?

[]s

Marcos Araújo
@markzl

Serviços Online X CallCenter & Filas

Olá amigos, após ler o post deixem comentários dizendo se já enfrentaram situações similares, e deixem sua opinião!

Internet Banking Esta semana gostaria de colocar em discussão com vocês um problema que tenho certeza, muitos  enfrentam no cotidiano, e por isso vou contar um caso que ocorreu comigo esta semana:
No fim de semana anterior, perdi meu cartão de débito e então, sem pensar, duas vezes entrei em meu internet banking, não encontrei nenhuma opção pra cancelamento do mesmo, muito menos pra solicitação de uma nova via.

Entrei em contato via telefone e depois de ouvir algumas dezenas de opções e digitar vários números consegui enfim, ser atendido.
Informei minha conta, minha senha do internet banking, meu CPF, os tipos de conta que possuo entre outras informações, pra que pudesse expor meu problema, então fui encaminhado e o processo SE REPETIU. Cancelei o cartão, solicitei outro e me pediram pra aguardar de 3 a 5 dias úteis.

Após 6 dias úteis liguei no banco e me informaram que NÃO HAVIA nenhuma solicitação de novo cartão, eu, claro, já estava nervoso quando resolvi fazer algumas perguntas:

Marcos: – Antes de fazer uma nova solicitação, você pode verificar em meu histórico que já havia feito isso anteriormente?
Atendente:Não, não tenho acesso senhor.

Marcos: – Vocês não tem como me autenticar de uma forma mais simples? Terei toda vez repetir as informações? Você não pode simplesmente passar as informações que informei pra proxima atendente?
Atendente:Não senhor, pois estou transferindo pra outro departamento.

Marcos: – Pra evitar novamente esse problema, há algum lugar no internet banking em que vejo o andamento da emissão do novo cartão?
Atendente: Não.

Marcos: - Ok, então pra eu sugerir isso tenho que entrar em contato com o SAC e isso só via telefone tambem né?
Atendente: Sim, o número é….

A novela do Callcenter

Meu banco é um dos maiores e mais modernos do mundo, por que ainda assim não disponibilizam esses serviços triviais online? Imagine quanto em salários de funcionários e estrutura seriam economizados se existisse como realizar esses serviços sem a necessidade de se usar o telefone?

Muitas empresas estão adotando as redes sociais como meio de contato com cliente, porém frequentemente o problema que é recebido por esse meio é direcionado pro telefone ou atendimento em local físico, não resolvendo o problema. Deixaremos pra abordar mais sobre esse assunto em um próximo post.

A Geração Y não deseja esperar de 3 a 5 dias pra receber um mísero cartão, sabe-se bem que existe como acompanhar a solicitação, entende que há como resolver problemas simples pela internet sem precisar perder um tempo precioso navegando entre opções em um teclado de telefone.

No Brasil esse problema ainda se agrava, pois a cultura da internet ainda é novidade e poucos se arriscam a sair de sua “zona de conforto”. Estas empresas em sua maioria estão fadadas ao fracasso.

Cabe a nós mesmos como clientes exigirmos das empresas a inclusão digital delas, seja cobrando via sac, caixinha de sugestões ou o que for. Ou mudando pra concorrência.

Também cabe a mim e a todos que trabalham desenvolvendo produtos pra web, pensar mais sobre isso em busca de soluções que facilitem a vida do cliente.

[]s

Marcos Araújo
@markzl

Arquitetura Da Informação: O que é bom pra você, talvez não seja pra quem vai usar

Neste post, não pretendo falar como se deve fazer Arquitetura da informação (A.I), e sim colocar em discussão a forma como o mercado tem visto a execução desse trabalho e expor meu ponto de vista sobre isso. Em um próximo post, pretendo abordar a minha forma de se trabalhar com A.I.

Durante minhas experiências fazendo ou convivendo com A.I em projetos, me deparei com três tipos de profissionais:

1- Os que não sabem realmente o que é A.I, mas dizem que fazem;

No primeiro tipo, se encontram as pessoas que não tem nem ideia do que é A.I, fazem um desenho no Power Point de acordo com o que ele próprio, com sua visão “umbigocentrista” acha que é melhor. Geralmente são egoístas, pois nem perguntam ao “público alvo” (who?) o que eles precisam, fazem um desenho totalmente desproporcional e sem usabilidade.

2- Os acham que sabem, mas não sabem fazer;

No segundo tipo, estão os profissionais, aqueles que dominam o Axure (ferramenta pra se desenvolver wireframes de A.I), falam com autoridade,  produzem toda aquela documentação: Casos de uso, regras de negócio, análise heurística… Tudo bem bonitinho… Mas pecam em duas coisas essênciais: ENTENDER o Público Alvo e a Idéia do Projeto. Pois não adianta saber quem vai usar o site e pra que ele vai servir, se você não se colocar no lugar do usuário e entender o porquê ele está utilizando tal serviço.

3- Os que não sabem no início, pesquisam e fazem certo no final.

Começo então a descrever o terceiro grupo, que na minha opinião se aproxima mais do que realmente é o ideal: Estudar o público-alvo não é apenas obter a segmentação do usuário, ou seja, você deve compreender, de fato, qual é a motivação de quem está acessando o site, porque ele esta lá, porque permanece. Qual é o fator fun (diversão) que vai conquistá-lo?
Se estiver fazendo um projeto próprio, provavelmente você já sabe exatamente o como o mesmo vai funcionar, porém caso esteja trabalhando em uma agência ou pra algum cliente, é importantíssimo que se dedique muitas horas em reuniões e definição do escopo.

O escopo deve constar TUDO que o projeto irá contemplar, por isso certifique-se de que não esteja faltando nada. Uma vez fechado, este documento não deve ser alterado, e, caso seja necessária alguma alteração, ou adição de algum item, deve-se fazer em um documento separado e executar o que foi adicionado após a execução do conteúdo do escopo, pra que se possa ter um cronograma preciso e pleno controle do que está sendo realizado.

Seguindo uma ordem de trabalho teriamos então:

A- Publico alvo: Quem é e qual a motivação;
B- Definição do Escopo: Tudo o que vai contemplar o projeto;
C- Sketch: Rascunhos, ideia visual de como o projeto vai ficar;
D- Wireframe: Esqueleto do site, deve respeitar medidas e de preferência ter navegação, NÃO DEVE POSSUIR LAYOUT pois a ideia é testar a usabilidade/navegação!
E- Layout e Programação: Cabe a A.I nessa fase fornecer a documentação necessária as partes pra se desenvolver.

Fico por aqui, nesse primeiro post sobre A.I quis apenas expor meu ponto de vista sobre o assunto. Em meu proximo post irei resumir de forma bem simples como se faz, quais as ferramentas utilizadas, conceitos e documentações necessárias.

Até mais!

Marcos Araújo
@markzl

Um resumo sobre Pirataria e Contrafação

Olá pessoal! Depois de algum atraso estou voltando com um novo post, dessa vez o tema será Legislação e Direito Digital, então resolvi compartilhar com vocês um matérial que reuni pela net e apresentei em minha  pós-graduação, espero que aproveitem!

Pirate

A Pirataria

> O que significa?

Pirata (do grego πειρατής, derivado de πειράω “tentar, assaltar”, pelo latim e italiano pirata)

> O que é?

Atualmente o termo é utilizado para se referir à cópia não-autorizada e à distribuição ilegal de material sob direito autoral, especialmente música, imagem, vestuário e software, numa tentativa da indústria de associar indivíduos que realizam cópias não-autorizadas (obtendo lucro ou não) aos saqueadores de navios da idade moderna.

> Como surgiu?

O primeiro a usar o termo pirata para descrever aqueles que pilhavam os navios e cidades costeiras foi Homero, na Grécia antiga, na sua Odisseia. Os piratas são aqueles que pilham no mar por conta própria, embora hoje em dia este termo já seja aplicado a qualquer pessoa que viola alguma coisa (como por exemplo os piratas do ar ou os piratas informáticos).

Primeiramente a pirataria marítima foi praticada por gregos  que roubavam mercadores fenícios e assírios desde pelo menos 735 a.C

> Pirataria Moderna

A pirataria moderna se refere ao desrespeito aos contratos e convenções internacionais onde ocorre cópia, venda ou distribuição de material sem o pagamento dos direitos autorais, de marca e ainda de propriedade intelectual e de indústria. Os casos mais conhecidos são as cópias de produtos (falsificação), quer pelo uso indevido de marca ou imagem, com infração à legislação que protege a propriedade artística, intelectual, comercial e/ou industrial.

pirataria moderna

> Consequências

De acordo com dados da Interpol a pirataria está relacionada ao crime organizado, como assaltantes, traficantes de armas, narcotraficantes e ligado até ao terrorismo, movimentando mais de meio trilhão de dólares. Além disso a pirataria está intimamente ligada à exploração infantil, são mais de 250 milhões de crianças trabalhando em regime desumano.

No Brasil, de acordo com a Frente Parlamentar Contra a Pirataria, esse comércio ilegal impede 2 milhões de empregos formais no país e causa um grande rombo nas contas públicas. O Brasil deixa de arrecadar, aproximadamente, 30 bilhões de reais por ano com a pirataria alem de estar na lista negra da pirataria, sendo considerado com um dos maiores mercados para produtos piratas do mundo. Por conta disto o país está ameaçado de sofrer retaliações internacionais.

Países ameaçados de perder benefícios da UNCTAD por não protegerem a propriedade Intelectual: Brasil, Rússia, Paquistão, Líbano e República Dominicana.

Fonte: O Globo 23/03/2004 & IFPI (www.ifpi.com)

Outras consequências:

- Danos de irreparáveis a saúde por medicamentos falsificados.

- Redução do número de empregos formais

- Fuga de investidores nacionais e internacionais.

- Falência de industrias nacionais.

- Desestimulo a pesquisa e a cultura por falta de respeito aos direitos autorais.

> Casos

O caso Pirate Bay e a indústria do copyright:

Piratebay

Em 17 de Abril de 2009 quatro pessoas foram consideradas culpadas pela corte sueca pelo crime de promover a quebra da lei de direitos autorais por manterem um site de compartilhamento de conteúdos na internet. O site Pirate Bay desde 2003 funciona como um tracker BitTorrent, operacionalizando uma rede de trocas online baseada na cultura de distribuição aberta e livre de manifestações culturais das mais diversas, entre filmes, música, jogos e outros.

Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde e Carl Lundström foram sentenciados a um ano de prisão e ao pagamento de cerca de 2.7 milhões de euros como indenização pela perda de royalties à indústrias fonográficas e de entretenimento, entre elas, Warner, Sony, EMI, Columbia Pictures e Universal Music. Outro caso recente é o do professor de filosofia Horacio Potel, que está enfrentando um processo judicial na Argentina por manter um site educacional dedicado a traduções para o espanhol dos escritos do filósofo francês Jacques Derrida.

O caso no Brasil: Comunidade Discografia:

No Brasil, desde o segundo semestre de 2008, a APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música) trabalhava para tirar do ar a comunidade “Discografias”. Era uma das maiores plataformas tupiniquins para download de música (legal e ilegal), em funcionamento desde 2005. O endereço parou de funcionar em março deste ano. Veja abaixo quais são os termos e particularidades que envolvem esse debate.

> Leis

O comércio, a exposição à venda, ou a distribuição de pirataria é um crime no Brasil. A Lei 10.695, de 1 de Julho de 2003 altera partes do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 acrescentando ao artigo 184, §4º, que ressalva que a criação de uma cópia pelo copista para uso próprio e sem intuito de lucro, do material com direitos autorais, não constitui crime.


Dicionário Pirataria


A Contrafação

> O que é?

Contrafação é a produção comercial de um artigo sem autorização da entidade que detém a sua propriedade intelectual.

A contrafação, assim como o plágio constituem as formas mais frequêntes de violação de direitos autorais.

contrafação

Do dicionário:

contrafacção
do Lat. contrafactione
s. f.,
imitação fraudulenta;
falsidade;
falsificação;
fingimento, disfarce.


> Casos

Contrafações muito comuns na atualidade são as reproduções de livros mediante cópias xerográficas, para fins de comércio, assim como a já famosa pirataria de vídeo.
No campo da propriedade industrial, a contrafação é a violação do uso exclusivo de marca de fábrica ou de comércio.

> Leis

A contrafação (reprodução não autorizada – art. 5, VII da Lei 9.610/98), caracteriza a violação de direito autoral, como ilícito civil e penal.

Conclusão:

Pirataria e contrafação sempre existiram e vão continuar existindo, as leis devem continuar se adequando a nova realidade e evoluindo conforme a tecnologia. Músicas, softwares, games devem encontrar um modelo de vendas que gere monetização pra produtoras e estimule o consumidor a pagar, o modelo atual está ultrapassado e creio que elas serão forçadas a se adaptarem ou então todos nós seremos presos por ter aquele mp3 baixado em nossos ipods(ou fostons mp13).

E você? Já cometeu algum crime desses acima? Quem nunca fez que atire a primeira pedra!

[]s

Marcos Araújo
@markzl

WebWriting – Redação X Redação Web – Quais as diferenças?

Olá pessoal, esta semana quero abordar um tema interessante que sempre passa pela cabeça das pessoas que precisam escrever para a internet.

Afinal, quais são as diferenças entre a redação que aprendemos na escola e usamos em provas, testes, trabalhos e a redação pra internet?

Antes de pensarmos nessas diferenças, temos que pensar em qual o nosso público alvo, afinal os leitores devem ser fieis ao que você escreve, assim como os clientes de uma determinada marca.  A partir disso, definimos o estilo de escrita.

> Escolha seu estilo de escrita

Na web, você pode escrever de forma incorreta e estar fazendo tudo certo, bem como pode escrever corretamente e fazer tudo errado; basta, por exemplo,  fazer um blog do estilo “emo” e escrever formalmente ou escrever em um fórum cientifico com linguagem “miguxês“.

> Escolher as palavras do título

No livro Como Escrever pra Web, do autor Guilhermo Franco (recomendo a leitura) ele diz: “Troque as palavras da frase de forma a começar com palavras que, a seu juizo, tenham mais relevância e ‘Gancho‘”. Por isso, faça aquele sensacionalismo, mas cuidado pra não criar expectativas demais e frustrar o leitor com um texto fraco.

> Lead – A Prévia do que o leitor vai encontrar

É importantíssimo fazer uma prévia do conteúdo do seu texto, o leitor deve ter um resumo de tudo e escolher se quer aquela informação mais detalhada, principalmente se seu texto for muito extenso.
Fazendo uma analogia com filmes, seria o equivalente ao trailer.

Outra razão pra se fazer o lead é pra que o mesmo fique em uma lista na página inicial do site e o leitor possa escolher mais facilmente.

> Pirâmide Invertida – Organizar o texto por ordem de importância

“A pirâmide invertida é uma metáfora utilizada para demonstrar como a informação deve ser arranjada ou apresentada num texto, particularmente em técnicas de redação.”

Para se entender a importância da pirâmide invertida, dêem uma olhada nesse pattern de eyetracking da www.useit.com:

Naturalmente, as áreas em vermelho indicam onde as pessoas mais olham quando estão analisando uma página. O importante a se observar é que o padrão de leitura se mantém na forma de um F, então nada mais óbvio do que escrever nesse padrão.

Fica fácil visualizar também que os primeiros trechos da página são os mais lidos, por isso a importância de se priorizar o conteúdo relevante.

Conclusão

Essas são apenas algumas dicas básicas importantes sobre WebWriting, caso queiram discutir mais sobre o assunto, comentem abaixo ou me mandem um tweet (@markzl).
Espero que compartilhem e que tenha mostrado algo novo a vocês ;)

[]s

Marcos Araújo

Fontes:
http://www.mestreseo.com.br/usabilidade/como-escrever-na-web-usabilidade
http://imasters.uol.com.br/secao/webwriting/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_invertida

WebStandards – Importância dos padrões na web

WebStandards

Quando você vai fechar a torneira, pra qual lado você gira? pro sentido horário é claro!
Já parou pra pensar porque aquele disco de viníl que seu pai ouvia é redondo e não quadrado?

DiscoVinil

Disco Vinil & Sentido horário ;)

Toda torneira fecha no sentido horário e todo vinil é redondo porque eles utilizam PADRÕES, e por isso sua utilização é tão importante em nosso cotidiano.

A web 1.0 que nós conhecemos está mudando, pretendo compartilhar com vocês o pouco da importância que vejo na evolução da linguagem de marcação HTML (HyperText Markup Language) pro XML(eXtensible Markup Language) e como isso tem gerado a web 2.0 que tanto ouvimos falar.

Há muitos anos, no inicio da civilização humana, os grupos que viviam juntos sentiram a necessidade de nomear objetos do seu cotidiano, pra que pessoas diferentes pudessem identificar o mesmo e a evolução disso é o idioma.

E isso não é diferente no mundo da web, em todos os lugares temos exemplos de padrões: Linguagens de programação, tipos de arquivos, protocolos de comunicação entre outros.

O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio internacional com cerca de 500 membros, que agrega empresas, órgãos governamentais e organizações independentes, e que visa desenvolver padrões para a criação e a interpretação de conteúdos para a Web.

Um exemplo bem conhecido de padrão é o famoso HTML que é uma linguagem de marcação utilizada pra se produzir paginas web, essa linguagem é interpretada por navegadores como o Firefox, Chrome e nem sempre pelo IE (Internet Explorer).

Em um documento HTML existem tags que funcionam como etiquetas que servem pra identificar do que se trata o conteúdo.

Exemplo de HTML:

<!DOCTYPE HTML PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.01//EN” “http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd”>
<html lang=”pt”>
<head>
<title>Título do Documento</title>
</head>
<body>
texto,
imagem,
links,

</body>
</html>

Perceba que no código, existe a identificação de todos os elementos através de suas tags, assim sabemos que o conteúdo entre e se trata do cabeçalho, e o mais importante disso é que o navegador INTERPRETA isso e exibe exatamente como nós, humanos gostariamos.

Porém, se eu quiser me referir a mim mesmo MARCOS, como o navegador interpretaria somente com HTML? Conseguiria faze-lo com as tags existentes?
A resposta é NÃO, pois existe uma quantidade limitada de opções de tags disponíveis na linguagem HTML.

A partir dessas necessidades especiais, a W3C recomendou a utilização do XML, onde se pode descrever diversos tipos de dados. Seu propósito principal é a facilidade de compartilhamento de informações na web.

Com XML, posso descrever muito mais do que apenas uma referência a mim mesmo, posso até fazer um Curriculo de informações sobre mim:

Exemplo de XML:

<?xml version=”1.0″ encoding=”UTF-8″?>
<curriculo>
<InformacaoPessoal>
<DataNascimento>09-09-85</DataNascimento>
<Nomecompleto>…</Nomecompleto>
<Contatos>
<Morada>
<Rua>Av Paulista</Rua>
<Num>1000</Num>
<Cidade>São Paulo</Cidade>
<Pais>Brasil</Pais>
</Morada>
<Telefone>9999-9999</Telefone>
<CorreioEletronico>marcos@marcosvfa.com</CorreioEletronico>
</Contatos>
<Nacionalidade>Brasileiro</Nacionalidade>
<Sexo>M</Sexo>
</InformacaoPessoal>
<objetivo>Dominar o mundo</objetivo>
<Experiencia>
<Cargo>WebStrategy</Cargo>
<Empregador>Empresa, Cidade – Estado</Empregador>
</Experiencia>
<Formacao>Pós Graduando</Formacao>
</curriculo>

Pronto, agora o navegador consegue saber exatamente quem eu sou, se eu disponibilzar esse XML e combinar com ele um padrão de tags, Poderei receber conteúdo personalizado como páginas que tenham à ver com meu perfil.

Já existem padrões de tags XML bem conhecidos, como o ical e o icalendar.

Tim Berners-Lee

Com esse post espero ter mostrado pra vocês a importância de se utilizar WebStandards, toda informação que você disponibilizar na web deverá estar totalmente interpretavel pelos navegadores de seus usuários, empresas como o google estão crescendo muito com a organização da informação na internet e como já disse Tim Berners-Lee o “criador” da internet: “O melhor uso que poderá ser feito com os seus dados certamente será feito por outros e não por você”.

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Marcos Araújo

Marcos Araújo, 25 anos, formado em Sistemas de informação e pós graduando em Web: Estratégias de Tecnologia e Inovação. WebStrategy, Gerente de Projetos Digitais e Webdeveloper. Scrum, SEO, Modelágem Ágil, ASP.Net, ASP Classic e PHP, SQL Server, MySql e Postgres. (y) Social Media, Gadgets, Games e Tecnology Lover.